Introdução

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De repente tive uma vontade incontrolável de escrever este livro.Era como uma força me empurrando, não me deixando desistir. São histórias atuais, engraçadas, algumas trágicas, muitas são verdadeiras, onde os nomes dos personagens foram trocados para preservar suas identidades. De início, meu objetivo era um livro para pais e filhos lerem na cama, na hora de dormir, transmitindo sempre um modo de vida inteligente, de paz e bons conselhos. Depois, percebi que as histórias também poderiam ser lidas por professores, em sala de aula, debatendo os temas, de modo a se aprofundar neles. Aliás, é imprescindível que ao final de cada leitura seja feita uma reflexão sobre o tema para que o livro seja melhor aproveitado. Espero conseguir tocar o coração de alguém e só por isso, já terá valido a pena.

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16:34

Pai e filho


O céu estava coberto de cinza. Uma frente fria fazia o vento balançar as árvores e levantar poeira do chão. Estava escurecendo, apesar de ser apenas dezesseis horas.
Pessoas passavam ligeiras para e para , com medo do temporal.
De repente viu-se um garoto de uns dezesseis anos, sacudindo-se todo. Andava cambaleando, dizendo coisas sem sentido. Era bonito. Louro, de olhos bem azuis e corpo musculoso. Vestia boas roupas.
Uma senhora o segurou pelo braço, temendo que fosse atropelado, tal o seu estado. Ele se desvencilhou da mão dela.
Foi então que algumas pessoas chamaram a polícia, que não demorou a chegar.
Os policiais o revistaram, mas nada encontraram a não ser um celular. Um policial dizia aos gritos: – Leva ele, leva!
Um outro procurou o telefone da família no celular e achou. Falou: – Calma, calma, vou ligar para o pai dele!
Enquanto esperavam perguntaram seu nome, sua idade e ele não sabia responder. Estava visivelmente drogado.
Logo chegou o pai. Respondeu as perguntas dos policiais e pediu para levá-lo para casa.
Em casa, fez com que o filho tomasse um banho, trocasse de roupas e fosse dormir.
O sono foi agitado. Revirava-se na cama naquele quarto bonito, com um armário abarrotado de roupas caras, todas “de marca”. Havia computador, jogos, tudo. Tinha dezesseis anos e uma boa mesada nos finais de semana.
O que podia lhe faltar para que ele usasse drogas? O pai estava ali. O pai o amava, embora freqüentemente estivesse com os amigos bebendo cerveja.
Aquele pai que tudo dava, dava demais. Dava amor demais, presentes demais, diversão demais, dinheiro demais, liberdade demais e achava que isso era tudo.
Então, o que faltava? Creio que limites, responsabilidade, diálogo. Mas o pai conversava com ele!... Quantas vezes o pai tinha conversado com ele! Mas não era aquela coisa de falar para tomar cuidado, ter juízo. Era diálogo, onde os dois falam e um ouve o outro; não monólogo.
Esse menino faltava às aulas quando queria, ia a shows, baladas, não tinha horário para dormir nem para acordar.
E agora? O que poderia ser feito?
O pai teria que conversar muito com ele. Não uma única vez, mas muitas. E como faria isso de modo a ser ouvido? Teria que recriar laços esquecidos. Chamar o filho para sair com ele. com ele. os dois, como dois amigos. Ir à uma praia longe, com ele. , tomariam caldos nas ondas e iriam rir como nos velhos tempos. Depois, sentados na areia viria a conversa, os conselhos. Juntos, fariam planos para o futuro e nesses planos teria que haver limites, horários, perdas e ganhos.
Tenho certeza de que esse menino ainda tem jeito. Tenho certeza de que agindo assim, esse pai o reconquistaria para a família e para o mundo com mais consciência. Resta saber se esse pai estaria disposto a ser mais presente na vida da família.
E você, meu amigo? O que acha disso tudo? Você conhece meninos assim?

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