Naquele dia acordei atrasada para o trabalho . Tomei banho rápido , escovei os dentes , passei o protetor solar no rosto e peguei qualquer roupa no armário , sem escolher muito . Tomei só um copo de leite e desci as escadas comendo uns biscoitos .
Ao chegar perto do carro , vi que havia uma coisinha caída em cima do caput . Oh , meu Deus ! Era um filhote de passarinho . E estava morto . Segurei o bichinho entre os dedos : “– Será que está morto mesmo ?” Estava. Coitado , nem penas tinha ! Aí , olhei para o teto da garagem para ver de onde ele caíra. A mãe dele havia feito o ninho dentro da caixa de luz ; aquela estava vazia , sem lâmpada , só com os fios . Pobrezinho...criado naquele lugar tão exíguo ...
Peguei o carro , saí para o trânsito e fui pensando na vida dos pássaros ; como criam seus filhos . Quando pequenos são tão frágeis e a mãe sai a procura de alimento . Na volta , traz na goela guardado o que vai dar ao rebento . Assim , ela cuida dele até que o instinto lhe diz que já está na hora de empurrá-lo do ninho para ensiná-lo a voar . Ela não hesita e empurra mesmo ! Mas ainda fica por perto para ajudá-lo a procurar comida por conta própria . Também ensina a fugir dos predadores . Quando sente que aprendeu, deixa que ele se vire sozinho .




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