Introdução

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De repente tive uma vontade incontrolável de escrever este livro.Era como uma força me empurrando, não me deixando desistir. São histórias atuais, engraçadas, algumas trágicas, muitas são verdadeiras, onde os nomes dos personagens foram trocados para preservar suas identidades. De início, meu objetivo era um livro para pais e filhos lerem na cama, na hora de dormir, transmitindo sempre um modo de vida inteligente, de paz e bons conselhos. Depois, percebi que as histórias também poderiam ser lidas por professores, em sala de aula, debatendo os temas, de modo a se aprofundar neles. Aliás, é imprescindível que ao final de cada leitura seja feita uma reflexão sobre o tema para que o livro seja melhor aproveitado. Espero conseguir tocar o coração de alguém e só por isso, já terá valido a pena.

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17:04

A ociosidade

Jony era um adolescente, filho único. Acostumara-se a ter todos os seus desejos satisfeitos, vivendo por isso na indolência.
Seus pais eram de classe média, porém não procuraram prepará-lo para ganhar a vida, pelo contrário, gastavam todas as suas economias satisfazendo seus desejos de ter, ter, comprar, comprar...
Seus avós, velhinhos, chegavam ao cúmulo de permitir que ele tirasse dinheiro de suas carteiras, pedindo, mas tirando... Achavam com isso que conquistavam o afeto do neto.
Jony não se interessava pelos estudos e ia à escola por ser obrigado. Com o tempo, passou a faltar às aulas, sem o conhecimento dos pais. Não se preocupava com o futuro, nem se lembrava que, perdendo os pais e os avós, teria que trabalhar para continuar tendo a vida a que se acostumara.
Assim o rapaz cresceu, ficou homem, mas continuou sempre como filhinho dentro de casa, exigindo e sendo obedecido pelos pais e avós.
Um dia, o velho avô caiu enfermo e morreu. Logo a seguir faleceu a avó. O pai, desgostoso, levava a vida a beber para esquecer a péssima educação que haviam ministrado ao filho, agora um rapaz bonito, forte e musculoso.
Em algum tempo, cai o pai doente e parte deste mundo.
Ficou a mãe, que gastou as economias deixadas pelos sogros e o seguro que recebera pela morte do marido, na compra de uma loja de comércio para o filhinho, que este não acertava com emprego algum.
Jony, que nunca trabalhara e nunca lavara um copo em sua casa, logo botou um empregado para tomar conta do negócio e vivia de casa para o clube, em festas, com seu carro zerinho, dado pela mãe como presente de aniversário.
O empregado, vendo que o patrão não queria nada e não sabia administrar a loja de peças de automóveis, logo começou a roubar, a deixar faltar peças, e dentro em pouco o negócio faliu, com dívidas.
A mãe vivia com dificuldades, mas sempre paciente e achando o filhinho muito bom e que a loja falira por culpa do empregado.
Os parentes mais próximos procuravam abrir seus olhos, contudo a mãe não queria ver e abraçava seu filho que para ela era o mais lindo e perfeito.
O malandro gastou os últimos recursos recebidos pela mãe e empenhou as poucas jóias que ela ainda possuía.
Depois de sua morte, como os parentes começaram a tratá-lo como homem, viveu de pequenos serviços, bebendo nos finais de semana para esquecer suas dívidas.
Não habitue seus filhos ao trabalho e ao estudo e faça deles homens inúteis.

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