Introdução

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De repente tive uma vontade incontrolável de escrever este livro.Era como uma força me empurrando, não me deixando desistir. São histórias atuais, engraçadas, algumas trágicas, muitas são verdadeiras, onde os nomes dos personagens foram trocados para preservar suas identidades. De início, meu objetivo era um livro para pais e filhos lerem na cama, na hora de dormir, transmitindo sempre um modo de vida inteligente, de paz e bons conselhos. Depois, percebi que as histórias também poderiam ser lidas por professores, em sala de aula, debatendo os temas, de modo a se aprofundar neles. Aliás, é imprescindível que ao final de cada leitura seja feita uma reflexão sobre o tema para que o livro seja melhor aproveitado. Espero conseguir tocar o coração de alguém e só por isso, já terá valido a pena.

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16:40

Amizades na adolescência




Suzana morava desde os dois anos num local maravilhoso. Sua casa ficava em frente a uma praça rodeada por árvores frondosas. Havia brinquedos para os menores e uma quadra para jogos com bola. Nesse lugar ela cresceu e fez muitas amizades.
Agora Suzana está com quatorze anos e não obedece como antes à sua zelosa mãe. Coisas de adolescente...
Porém, ultimamente, Dona Marta não estava nada satisfeita porque Suzana passava os dias na casa de uma colega – a Diana. Chegava do colégio, fazia seus deveres e pimba! ia ela para a casa da menina. Esta, não parecia má garota. Crescera ali, era estudiosa e Dona Marta não via mal nisso. O problema é que Marta sabia que a mãe e a avó de Diana fumavam o dia inteiro, um cigarro após o outro. Marta achava que não era um bom ambiente e que a filha acabaria por fumar também.
Um dia, Dona Marta chamou Suzana para uma conversa. Explicou tudo. O mal do fumo e sobre o fumante passivo. Disse também que não era certo a filha ficar todos os dias na casa de vizinhos.
Suzana não gostou. Com jeito de adolescente respondeu:
Ora mamãe, você está querendo me afastar das minhas amigas!
A mãe garantiu não se tratar disso, mas de nada adiantou. Apesar de diminuir um pouco as idas à casa da amiga, continuou a freqüentá-la com assiduidade.
Marta confiava na educação que dera à filha e viu que lhe restava irradiar(rezar) aos Espíritos Superiores(santos) para que a luz se fizesse na mente da garota e ela enxergasse a realidade. Confiava muito nisso.
Todos os dias Marta irradiava e pensava: “– Tenho certeza de que Suzana vai enxergar o que é certo!”
Não passou muito tempo para que Suzana procurasse a mãe para contar:
Mãe, você tinha razão. Descobri uma coisa que me deixou chocada!
– O quê, minha filha? dona Marta cortava a salsinha do almoço e continuou o serviço.
Mãe, a Diana está fumando maconha com o namorado. Ela me contou e queria que eu experimentasse.
A mãe, sentando na cadeira da cozinha, olhou nos olhos da menina.
– E o que você respondeu?
– Disse que nossa amizade poderia continuar se ela deixasse de fazer isso. E ela falou que não ia parar. Falou que eu era muito boba!
Dona Marta abraçou a filha com carinho.
Tudo bem, Suzana, estas são experiências que a vida nos reserva. os fortes de espírito resistem. Ainda bem que você tem juízo. Eu sempre confiei em você!
Oh, mamãe, que coisa triste! Minha amiga...
Dona Marta abraçou a filha mais forte:
Aqui em casa você tem bons exemplos. Seu pai não bebe nem fuma. Eu também não. Você sabe que pode confiar em mim. Por isso eu dizia que não era um bom ambiente.
A partir daquele dia Suzana se afastou de Diana. Pouco se falavam.
Tempos depois, soube que Diana deixara de estudar, ficando reprovada. Estava viciada.
Cuidado com as amizades. Devemos conhecer melhor nossos amigos para sair com eles.

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